FAQ
Ela lembrava passáros. Livres, espontâneos, podem simplesmente ir embora quando as coisas seguissem um caminho desagradável. Amava a independência e desejava a liberdade, mas algo dentro de seu coração a mantinha presa e sombria. Amor, solidão, tristeza, melancolia, todos os sentimentos poetizados pelo amor. E sempre algo a mais. Com ela era assim. O clichê com algo a mais. O óbvio com algo a mais. O poético com toda a solidão por trás. Afinal, sua alma de poeta só queria liberar o seu lado de passáros selvagens, para poder voar para longe de toda essa dor. E enfim, encontrar a sonhada liberdade. Liberdade do amor, sinônimo de liberdade da dor. Queria voar e esquecer, queria fugir, queria a solidão de viver livre. Queria ser ela mesma, queria se achar, poder viver. Pois ela estava morta a muito tempo. Queria nascer de novo. E no final, por mais que ela tentasse fugir do clichê, ela queria o que todos querem, ser feliz.